sexta-feira, 29 de junho de 2007

FRANQUIAS e Feira da ABF 2007

Estive na Feira de Franchising da ABF 2007 no Center Norte.
Interessante, dez anos atrás só havia franquias de alimentação e de cursos de Inglês. Atualmente as maiores redes de alimentação não estavam por lá (não vi o MAC, nem a Starbucks, ou o Café do Ponto, mas vi o Habbib´s e a Kopenhagem). Pelo profissionalismo com que fui atendido na Kopennhagem só posso dizer que está explicado o crescimento exponencial da empresa, que teve a grande sacada de juntar um café (de preço razoável) aos seus chocolates (vendidos a peso de ouro). Ainda há espaço para franqueados e empreendedores.

O que eles obtiveram foi uma sinergia interessante, pois a venda de café "potencializa a venda de chocolate" e se não faz fortuna, deve cobrir os custos da loja, ficando o lucro decorrente da venda dos bombons. Já os outros cafés, como café do ponto ou mesmo o franz´s devem estar com problemas, já que não tem sinergias tão gratificantes. Legal verificar que mesmo as livrarias também usam essa sinergia do cafezinho, vide Nobel, Cultura e Siciliano.

Outras redes estão tentando se firmar, vi algumas redes de ensino bem fracas, e sumiram as grandes, como objetivo, positivo entre outras.

Franquias de 4000,00 Reais estavam a venda por 1200( o que é bizarro, pois o barato sai caro) e sem querer criticar o serviço alheio, vi franquias que deveriam se envergonhar , pois estão mais para pilantragens do que para negócios.

Bem, são apenas opiniões, mas o setor (se é que se pode falar em "setor de franquias") está se consolidando... e tai uma boa forma para o nosso pobre empreendedor no mínimo ver o que um negócio deve ter para funcionar.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Reunião com o Emerson SEBRAE.

A reunião do fórum aconteceu hoje, e foi muito produtiva, coloca a ata na sexta.
Abs.
Carlos

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Confirmada a próxima reunião do grupo para a próxima terça, na ESPM, às 14h15

terça-feira, 19 de junho de 2007

BRASIL QUE NÃO FUNCIONA

Texto enviado pela Rose Mary Almeida Lopes

Tenho um excelente professor no curso de Mba que insiste em dizer que no Brasil poucas coisas funcionam bem. Custei a acreditar que isso seria possível e comecei a investigar item a item e descobri, para meu completo espanto, que há um fundo de razão na afirmação dele de que aqui toda teoria vira de cabeça para baixo, toda regra se transforma numa bagunça, tudo o que funciona lá fora aqui dentro parece resistir a qualquer padrão lógico de entendimento.

Vou tentar dar alguns exemplos práticos e extremamente variados.

Setor de transporte – Ferroviário.

Esse setor está sendo recuperado e enfrenta um problema curioso. Tamanho da bitola.

Os países mais desenvolvidos do mundo têm transporte ferroviário nacional e internacional integrando-se perfeitamente nos países limítrofes: Eua, Canadá, México, quase todos os países da Europa.

A grande maioria das ferrovias no mundo utilizam bitolas de 1435 milímetros. Claro, no Brasil há um caos a esse respeito. Utilizamos bitolas de 1000 mm, 1600 mm, 1435mm (poucos quilômetros) e 1676 mm.

Dá para imaginar que a integração sugerida pelo Mercosul vai para o brejo, bem como internamente não há possibilidades da malha ser utilizada por uma composição singular ou única porque cada trajeto exige um equipamento diferente.

Porque aqui não foi usado a bitola padrão de 1435 mm? E porque essa bitola chama-se padrão?

O Brasil não adotou a bitola de 1435mm por medo de ter seu território invadido pelas estradas de ferro dos países vizinhos. Uma completa bobagem. O que antes foi um artifício de proteção hoje é um baita impedimento ao material rodande ferroviário para integração do Mercosul. A medida de 1435mm foi adotada desde os tempos dos romanos, que era a distância entre eixos das bigas, mais tarde adotada pelas carruagens, carroças, os primeiros trens e automóveis.

Ainda no setor ferroviário. Nos Eua cada 1000 kms de terreno tem 29 kms de estrada de ferro (trilhos, na França esse número sobre para incríveis 59 kms e no Brasil? Não passa de 3 kms!

Nossa matriz de transporte é a mais cara do mundo. Graças a Juscelino e sua maléfica insistência em adotar o rodoviário como padrão nacional de transporte. Nada mais caro e arcaico.

Cada Cv (cavalo vapor) movimenta apenas 500 quilos na rodovia, 1500 na ferrovia e mais de 2500 na hidrovia.

Temos mais de 10.000 kms de litoral e uma navegação de cabotagem pífia.


Armadores virtuais

Armador é a pessoa ou empresa que detém a propriedade de navios de transporte. Armadores virtuais são também considerados como tal, exceto que eles não possuem de fato as embarcações registradas em seu nome, mas tão somente os espaços disponíveis (praça). Os armadores virtuais procedem a aquisição dos espaços nos navios de carga e os negociam com os embarcadores (aquela pessoa ou empresa que tem a carga para transportar). No mundo inteiro os armadores virtuais são reconhecidos como públicos e de direito da mesma forma que os armadores reais.

Aqui no Brasil essa figura do armador virtual não existe e ninguém se preocupa em regulamentar esse importante componente da logística internacional de modais de transporte.

Incoterms

Os chamados Incoterms (International Commercial Terms / Termos Internacionais de Comércio) servem para definir, dentro da estrutura de um contrato de compra e venda internacional, os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador, estabelecendo um conjunto-padrão de definições e determinando regras e práticas neutras, como por exemplo: onde o exportador deve entregar a mercadoria, quem paga o frete, quem é o responsável pela contratação do seguro.

Enfim, os Incoterms têm esse objetivo, uma vez que se trata de regras internacionais, imparciais, de caráter uniformizador, que constituem toda a base dos negócios internacionais e objetivam promover sua harmonia.

Na realidade, não impõem e sim propõem o entendimento entre vendedor e comprador, quanto às tarefas necessárias para deslocamento da mercadoria do local onde é elaborada até o local de destino final (zona de consumo): embalagem, transportes internos, licenças de exportação e de importação, movimentação em terminais, transporte e seguro internacionais etc.

São 13 os Incoterms e um deles é chamado de EXW (ex works) e é definido conforme abaixo:

alquer modalidade de transporte.

EXW - EX WORKS (...named place)

• A mercadoria é colocada à disposição do comprador no estabelecimento do vendedor, ou em outro local nomeado (fábrica, armazém, etc.), não desembaraçada para exportação e não carregada em qualquer veículo coletor;
• Este termo representa obrigação mínima para o vendedor;
• O comprador arca com todos os custos e riscos envolvidos em retirar a mercadoria do estabelecimento do vendedor;
• Desde que o Contrato de Compra e Venda contenha cláusula explícita a respeito, os riscos e custos envolvidos e o carregamento da mercadoria na saída, poderão ser do vendedor;
• EXW não deve ser usado se o comprador não puder se responsabilizar, direta ou indiretamente, pelas formalidades de exportação;
• Este termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte.

Em todos os lugares do mundo aplica-se a Incoterm EXW de forma corriqueira. Aqui no Brasil simplesmente ela não existe, logo aqui no Brasil podemos considerar apenas 12 as Incoterms e não as 13 originais, desta forma o Brasil não pode exportar nada direto para o importador usando EXW.

Aviação comercial

Bom nem preciso dizer que isso não funciona mesmo desde o acidente do avião da Gol mais o Legacy pilotado pelos Srs Lepore e Paladino que foram apontados como também culpados pelo acidente.

Justiça.

Perdoem-me, mas ela só funciona para os que conseguem pagá-la. Com raríssimas exceções, bem raras mesmo. Isso quando a justiça não serve para

dar guarida a ladrões, corruptos, vendedores de sentenças e por aí afora.

Impostos sobre bens de produção.

Sem sombra de dúvidas dá para contar em dois ou três dedos a quantidade de países que cobram esse tipo de imposto sobre: caminhões, tratores, aviões, carretas, vagões e coisas do gênero. São itens usados para transporte basicamente e deveriam ser isentados sob qualquer forma incentivando a renovação de frota, bem como o barateamento desse que é o mais caro transporte de todos eles aí incluindo o avião: transporte rodoviário.

Sim é verdade. Um caminhão custa menos que um avião. Só que esse não é o calculo correto.

Precisamos incluir toda a infraestrutura de estradas, pedágios, pavimentação, manutenção, postos de atendimento, oficinas. Por quilometro e por peso levando-se em conta essa matemática o rodoviário é sempre mais caro, além de transportar pouca coisa.

Temos que levar em conta, além dos custos acima o fator velocidade. Um avião pode fazer o trajeto Rio-SP várias vezes por dia já o caminhão ficará restrito a apenas uma viagem ou no máximo duas.

Política.

Bah! Nem precisamos comentar. A política é hoje a alavanca que impulsiona nosso país ao jurássico da história. É um peso enorme que só não podemos jogá-la no lixo porque ainda é um instrumento de nossa democracia. Caso contrário já podíamos ter transformado o Congresso Nacional num clube de rinha de galos que ninguém iria sentir falta, exceto os carrapatos que mamam sempre nessas tetas.

Agora o senhor malandro Epitácio Cafeteira quer engavetar qualquer possibilidade de colocar sob penalidade o outro malandro Renan Calheiros. Coisas de comparsas. De gente que monta gangue para surrupiar tudo o que vê pela frente e depois cada um tenta colocar terra na bela cagada do outro. (desculpem o palavrão, mas bem colocado assim é super sonoro).

Sabemos o cheiro de orégano que isso vai ter. Evidente. Na quadrilha que se transformou câmara dos deputados e agora o senado todos querem encobrir a todos e a felicidade gera solta nas paragens dos corruptos.

Tem dedo de Sarney nesse samba do crioulo doido outra pérola que nosso país produz em quantidades pantagruélicas.

Hoje nos jornais três partidecos PPS, PSOL e PV dão noticia que vão denunciar Renan caso ele escape incólume dessa patifaria do senado. Perda de tempo e recursos.

As três agremiações poderiam comprar as massas, o queijo e mais orégano que vão ser necessários para montar tantas pizzas. Ao invés de cometer tanto sacrilégio contra o bom moço Renan poderiam fundar a PIZZABRAS para dar suporte ao consumo exagerado da iguaria em voga nos corredores onde circulam as gangues que tomaram posse deste latifúndio.

Magno A Lopes é escritor da academia Piracicabana de letras, cadeira 24 de ciências, administrador de empresas com habilitação em gerenciamento de negócios internacionais, pós-graduando em comércio exterior e jornalista free- lancer. Piracicaba (SP), 18 de junho de 2007.

Andragogia e Pedagogia

Andragogia e Pedagogia: O conceito de andragogia evoluiu a partir do conceito da pedagogia. Se pedagogia pode ser literalmente traduzida como a arte e a ciência de ensinar crianças, andragogia foi definida como “a arte e ciência de orientar adultos a aprender” (KNOWLES, 1970). Desde que Knowles publicou sua primeira edição houve uma evolução conceitual. Hoje, “o termo correntemente define uma alternativa para pedagogia e refere-se à aprendizagem em qualquer idade focada no estudante” e não no professor (CONNER, 1997) . A andragogia fundamenta-se no “aprender fazendo”.

Diz-se que na pedagogia existe a educação centrada no professor. Sendo portanto desse a responsabilidade sobre o que será aprendido. A pedagogia pressupõe um aluno imaturo. Esse modelo era aplicado também para adultos. Nos modelos andragógicos a aprendizagem é de responsabilidade compartilhada entre professor e aluno.

Ao tratar de educação empreendedora, é razoável supor o uso da andragogia, visto que inovar ou mesmo abrir um negócio são atividades essencialmente práticas. A maior parte dos esforços para desenvolver a criatividade e a capacidade de inovação não está focada em técnicas, apesar de ser possível considerar a existência destas.

É curioso notar que muitos alunos de empreendedorismo não optaram por esse curso, tendo essa matéria como currículo obrigatório. Em certa medida, isso é contrário aos princípios da andragogia.

CONNER, M. L. Andragogy and Pedagogy. Ageless Learner, 1997-2004. Disponível no site http://agelesslearner.com/intros/andragogy.html em 28 de Abril de 2005

KNOWLES, M. S. The Adult Learner: a neglected species 4ed. Houston: Gulf Publishing, 1990

sábado, 16 de junho de 2007

As tentativas de conceituar um empreendedor sem considerar a sua atividade não fazem sentido. É como perguntar: Quem produz o som, o tambor, ou músico? O empreendedor só pode ser definido pelo que faz, não pelo que é.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Lei Geral das Microempresas: A Nova Realidade para os Pequenos Negócios

Data: 13/06/2007Início: 9hTérmino: 12h

Esse evento será transmitido ao vivo pela videoteca Endeavor. Clique aqui.


A partir de 1 º de Julho, os benefícios do Regime Tributário do Simples Nacional - Super Simples poderão ser usufruídos por todas as micro e pequenas empresas do país. Para te ajudar a entender as melhorias trazidas pela nova Lei, a Endeavor convidou para seu próximo workshop Júlio César Durante, consultor do SEBRAE-SP.Júlio mostrará a importância das micro e pequenas empresas para a economia do Brasil, o cenário dos negócios no país e os princípios gerais da Lei Geral. Não perca essa oportunidade!
Palestrante
Júlio César Durante é Consultor Contábil e Tributário do Sebrae-SP. Bacharel em Ciências Contábeis e Pós-Graduado em Controladoria, Júlio atua na entidade há 10 anos.

BERÇO DE NOVAS EMPRESAS

Feira de Negócios -

A UMC campus São Paulo Parque Villa-Lobos vai promover na próxima semana, de 4 a 6 de junho, a 1ª Feira de Negócios. O projeto faz parte da matriz curricular dos cursos de processos gerenciais e gestão empresarial. O responsável pela execução é o professor Paulo Roberto Silva dos Santos. Os alunos, que concluem o curso este ano, abrem empresas e demonstram seus negócios. “Essas empresas existem realmente, pois os alunos abriram, não é só uma simulação”, completa o professor e gestor do curso José Galba de Aquino. “As esmpresas ainda não possuem o CNPJ" diz ainda Galba.

Em conjunto com as apresentações das empresas e seus respectivos Plano de Negócios, serão ministradas Palestras de ex-alunos que abriaram seus negócios. Tema da Palestra :

EMPREENDEDOR DE SUCESSO " A importância da UMC na sua vida empresarial"
CASOS REAIS

terça-feira, 5 de junho de 2007

Steinbruch

Hoje o Presidênte da CSN escreve no caderno da folha, sobre os objetivos do empresariado brasileiro que: "o objetivo é nobre: fazer o país crescer para dar emprego e bem estar aos brasileiros."
Fico realmente intrigado quando os empresários insistem em não assumir que o objetivo da atividade economica é ganhar dinheiro. Tal tentativa de enobrecer a causa acaba tendo o efeito inverso, e passa as pessoas a sensação que ganhar dinheiro, lucrar, ter uma empresa eficiênte, é algo feio, pouco nobre, ou até antiético. Claro que os empreendedores ajudam o crescimento da economia, levam a criação de novas vagas e a estabilidade social, mas isso não é o seu fim, nem deve ser entendido como tal. Não há dúvidas que o Sr. Benjamin vai preferir "demitir" cem funcionários e substituí-los por uma máquina se isso aumentar a produtividade da CSN. As nossas empresas precisam continuar competitivas, ele dirá. Não estará errado, mas também não vai me convencer que seu objetivo era o bem estar social.
É exatamente nesse limite, na hora em que saímos dos portões da CSN, que as escolhas econômicas devem ser de ambito público. A intervenção estatal na economia não é recomendável, mas certamente espera-se do governo discernimento para saber que atividades deve privilegiar com incentivos (aquelas que geram mais empregos? Ou aquelas que geram bons empregos? Dificilmente aquelas que não geram muitos empregos, e que são calcadas no extrativismo primário, como por um coincidênte exemplo a extração de minério de ferro), que atividades deve estimular com redução de impostos? (as milhares de empresas prestadoras de serviço, onde trabalham a maior parte da população, ou os grandes plantadores de soja?)
Mas isso passa por um projeto de país, e não por sonhos e devaneios, mas nosso Faraó não quer saber disso.