segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Mérito e Sorte

"As pessoas só podem conquistar alguma coisa por mérito próprio...."
"As pessoas só estão em uma situação ruim porque foram prejudicadas, pelos outros ou pelo azar."
Essas idéias simples estão por trás da postura política de muita gente.
Estou cansado de simplismos. O mérito e a sorte andam juntos.. nem todo riqueza é roubada, nem todo pobre é injustiçado, ninguém merece menos humanidade porque sofre, ninguém merece mais respeito porque é rico.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Pesquisa do instituto Alana mostra que há vantagens para a inclusão, também para as crianças "regulares".
Conto que algumas vezes na escola vivemos a experiência de pais se opondo à inclusão de uma ou outra criança na sala do filho, e ao final, tornam-se parceiros da escola, pois percebem que toda criança é única e a relação com a diferença é uma relação ganha x ganha.
A escola do seu filho não tem inclusão? Exija, nem que seja por puro egoísmo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ANPEI e SEBRAE - Dá para fazer melhor.

Folha de hoje... uma matéria explica que há entraves burocráticos em excesso ao empreendedorismo no Brasil. No mesmo caderno outra matéria explica que a ANPEI e o SEBRAE (ambas entidades que deviam estar propondo formas de acabar com esses entraves) gastaram tempo e dinheiro (o das empresas associadas no caso da ANPEI e o seu no caso do SEBRAE) para elaborar um "Kit i-9". Tal kit consiste em "peças de estímulo a inovação" com frases como "seja criativo". Segundo a gerente da ANPEI o objetivo é estimular a inovação e a motivação no empreendedor.

Desculpem-me, mas estudei ambos os temas em profundidade (inovação e motivação), e este é o típico exemplo de dinheiro mal empregado. Ninguém fica mais motivado ou inovador porque leu em um papel "Crie". Que tal um pouco mais de foco no que o país precisa senhores gestores de associações, que custam dinheiro ao sistema produtivo nacional e portanto se mal direcionadas, diminuem nossa competitividade?!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Inovação

No dia 9 de novembro, promovido pela FGV e pela Endeavor, alguns dos fundadores de monstros da era digital (my space, torrent, you tube) estarão no auditório da EAESP.

Silicon Valley in Brazil - Semana Global do Empreendedorismo

Data Início:
Ter, 09/11/2010 - 14:00
Data Final:
Ter, 09/11/2010
Local:
FGV-EAESP
Sala:
Auditório
Como chegar:
Rua Itapeva, 432 - Térreo

Inscreva-se em:

reunião anual do Global Consortium of Entrepreneurship Centers

Gostaria de compartilhar com vocês minha participação na reunião anual do Global Consortium of Entrepreneurship Centers ocorrido na semana passada na Penn State University. Os pontos principais do encontro estão descritos abaixo:

O encontro anual aconteceu entre os dias 21 e 23 de outubro. Foram mais de 200 escolas representadas, de 18 países. Além de 5 sessões plenárias, 25 sessões paralelas divididos em 5 temas contaram com apresentações das escolas sobre suas melhores práticas, a saber:

- Tema 1: Desenvolvimento dos centros (apresentei o Cemp na sessão sobre Pequenos Centros)

- Tema 2: Iniciativas conduzidas por alunos

- Tema 3: Empreendedorismo e tecnologia

- Tema 4: Educação Empreendedora (Apresentei o Empreenda na sessão sobre Competições de planos de negócios e apresentei uma técnica de ensino de Empreendedorismo Corporativo na sessão sobre técnicas de ensino inovadoras)

- Tema 5: Impacto dos programas de empreendedorismo

As 5 sessões plenárias tiveram como temas:

- Construindo um programa com impacto social, as lições da India.

- Promovendo experiências reais para uma grande quantidade de alunos, as lições da Europa Central.

- Como as redes impactam a educação empreendedora

- Modelos de empreendedorismo social escaláveis

- Alcançando cada criança: O crescimento do ‘dia da limonada’

- Shameless Self Promotion: 20 universidades foram convidadas a apresentar, em 2 minutos, o que de melhor estão fazendo (Fui convidado a falar da nossa experiência com o Innovation Challenge).

Como cada tema tinha 5 sessões, e eu apresentei em 3 delas, não pude ver a maioria das sessões diferentes das que eu fiz apresentação. Relato abaixo os pontos que achei de maior interesse:

- os CEs tem um grande compromisso com a sociedade no sentido de fomentar a iniciativa empreendedora como caminho para o desenvolvimento socioeconômico dos países.

- ha uma necessidade de estreitar as relações entre escolas de negocio e outras escolas como ciências ou tecnologia, pois é através delas que surgem as principais inovações aplicadas na forma de novos negócios. Estas parcerias, embora nascentes, tem maior potencial de gerar impacto positivo na economia, na forma de rápido crescimento e atendimento de necessidades emergentes.

- A maioria dos centros de empreendedorismo representados na conferencia vem de escolas de negócios, o interesse do consorcio é buscar novos membros de outras áreas.

- Embora a maioria dos centros representados seja financiada por fundos de endowment, os recursos disponíveis são escassos e eles também lutam para conseguir recursos para a realização de eventos. Às vezes o centro não recebe fundos, mas eles conseguem patrocínio para cadeiras de empreendedorismo ou programas independentes.

- Alguns centros se deram conta que não adianta mais lançar novos cursos, pois já existe oferta em demasiado (cursos de empreendedorismo em minorias, empreendedorismo internacional, empreendedorismo juvenil, solopreneur, empreendedorismo feminino, entrepreneurship through acquisition, etc) o que eles acreditam é que devem focar agora em desenvolver melhores técnicas de ensino que vão além do conteúdo para formar empreendedores, ou seja, melhorar o que tem.

- Alguns centros estão sendo bem sucedidos em programas de internships e peer mentoring com empreendedores, alguns inclusive com alumni empreendedores. Afirmaram que é fundamental estabelecer métricas observáveis do aprendizado do aluno em iniciativas desta natureza.

- A Kent State divulgou o Entrepreneurship Education Consortium, que reúne 9 universidades da região do NE de Ohio. A formação de consórcios regionais é uma forma de compensar o tamanho pequeno de cada universidade.

- Boot Camps estão ficando cada vez mais comuns também. Trata-se de um programa de imersão que pode durar de 1 dia a 1 semana, na qual os alunos ficam em um lugar fora do campus e, além de aulas de projetos em grupo, recebem também palestrantes empreendedores.

- Alguns centros localizados no interior do país, em cidades que precisam retomar o ciclo econômico pós-crise, tem o desafio de manter os jovens na cidade/região e para isso, recebem apoio das prefeituras locais para disseminar a cultura empreendedora e dão apoio para incentivar os jovens a continuar na cidade por meio da iniciativa empreendedora.

- Stanford (Business School e não a STVP do REE) atua principalmente nos cursos de MBA. As aulas são sempre conduzidas por uma dupla formada por um empreendedor/investidor bem sucedido e um tennure track faculty.

- Um dos debates quentes foi sobre o ensino de técnicas de vendas. Embora os centros tenham plena convicção da importância de dar esta formação aos futuros empreendedores, nem os alunos se interessam pelo tema e nem os professores reconhecem esta necessidade. Existe um preconceito generalizado sobre vendas. Um dos presentes disse que resolveu o problema acrescentando apenas uma palavra ao título do curso: Strategic selling.

- Outro debate controverso foi sobre um centro que lançou um curso de empreendedorismo só para mulheres. Muitos não conseguiam entender a necessidade de um curso só para mulheres pois não entendiam porque existe diferença de gênero ao tratar do tema empreendedorismo. Os argumentos a professora não convenceram a audiência.

- Embora a maioria das escolas estejam organizando competições de planos de negócios, ou tem a intenção de começar, algumas declararam que não estão mais fazendo, pois a qualidade dos planos gerados por alunos da graduação se mostraram imaturos demais para justificar uma competição e acreditam que o processo deve maturar mais antes de começar uma competição interna. Outros alegaram que a própria competição, com o tempo, proporciona esta maturidade. Alguns declararam que transformaram a competição de planos de negócios em uma ‘batalha de conceitos de negócios’ apenas, pois é mais fácil para o aluno.

- Dentre as técnicas de ensino, destacou-se um professor que mostrou como usa o teatro para desinibir os alunos. O curso tem uma semana, os alunos escrevem o roteiro, ensaiam e atuam. Além do trabalho em grupo, eles aprendem a criar, a desempenhar um papel e a lidar com circunstâncias limitadoras.

- Dentre as iniciativas cross campus, a maioria das apresentações citavam outreach programs, como palestras, seminários, conferencias e workshops de natureza interdisciplinar, como empreendedorismo em health care, franquias em industrias criativas, empreendimentos em artes, etc.

- Uma das apresentações trouxe um estudo da South Florida sobre as atividades de CEs com mais efeitos positivos, das quais se destacam: Mescla de professores de empreendedorismo com empreendedores nas aulas, cursos comuns cross campus, públicos heterogêneos (graduandos com MBA). Educação empreendedora como parte da missão da universidade, oferta de dupla titulação, boot camps, incubadoras e estágio.

- Berkeley, com seus 36 mil alunos, falou sobre suas várias competições, que vão de planos de negócios em trilhas diferentes, IdeaFest que está vinculado com um curso, Ideas@cal exclusivamente para equipes multidisciplinares, competições de pitching, o Global Social Venture Challenge só para empreendedorismo social e o Intel Berkeley Tech Competition só para negócios de tecnologia.

- A maioria das business schools com centro de empreendedorismo oferece um major em empreendedorismo, algumas oferecem um minor em empreendedorismo, mas geralmente é para alunos de fora da escola de negócios.

- Rice também falou das suas competições de planos de negócios, dando ênfase a uma delas que acontece em ambiente 100% virtual, através de uma plataforma desenvolvida em conjunto com a Kauffman Foundation, chamada i-start.

- Rice também apresentou um estudo feito com os competidores na qual identificaram o que foi mais importante no BP (educação, mentoria e fundos levantados) e onde mais aprenderam (sessão de feedback, rodada online e rodada seminfinal). Disseram ainda que 56% dos respondenrtes alegaram ter feito mais de 7 contatos de negócios relevantes após a competição.

- Nas discussões sobre pesquisa e ensino de empreendedorismo, notamos que os CEs tem papel fundamental na pesquisa, pois estão bem no meio dos dados empíricos e que só precisam agrupá-los e organizá-los para servir aos propósitos da pesquisa. Os CEs devem cumprir o papel de servir como ponte entre o pesquisador e o practitioner.

- Foi de comum acordo que uma das principais conclusões da sessão foi a de que, se não incentivarmos a pesquisa, a educação em empreendedorismo será falha e, para isso, as pesquisas em empreendedorismo deve ter caráter aplicado sempre.

- O outro grande desafio da pesquisa em empreendedorismo é a sua natureza multidisciplinar e complexa. Muitos pesquisadores não sabem que os CEs possuem material empírico relevante e muitos CEs não estão vinculados a centros de estudos e esta ponte precisa ser construída.

Em resumo, o Cemp não está muito distante do que as grandes universidades americanas estão fazendo para fomentar a cultura empreendedora. Elas são maiores e mais complexas, mas as iniciativas, guardadas as proporções, são muito similares. O ambiente que fomenta a troca é muito saudável e rico, existe uma predisposição inerente aos diretores dos centros de procurar trocar suas experiências com as outras escolas, pois elas sabem que todas saem ganhando com estes intercâmbios.

Grande abraço a todos

http://www.arquivos.insper.edu.br/assinatura/images/Insper_com_assinatura_170x76.gif

Marcos Hashimoto
Centro de Empreendedorismo

Rua Quatá, 300 | 04546-042 | Vila Olímpia | São Paulo | SP | Brasil
T + 55 11 4504- 2713

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Empreenda - Competição de planos de negócios Insper

O Empreenda é a competição interna de planos de negócios. Aberto para alunos de graduação e pós. Este ano estamos abrindo para alunos de outras escolas participarem também. vejam mais em http://www.insper.edu.br/cemp/empreenda
D
e 25 a 27 de Outubro (semi-finais) e 3 e 4 de Novembro (finais)

Semana do Empreendedor - dias 10 e 11 de Novembro às 18 horas

Rede Usp de Novos Negócios


A quarta edição da Semana do Empreendedor ocorrerá nos dias 10 e 11 de Novembro e tem como objetivos difundir os ideais empreendedores entre os participantes e oferecer auxílio e ferramentas para os profissionais que já atuam no mercado empreendedor.
Nossos públicos alvos são os pequenos e médios empresários que pretendem se atualizar e melhorar desempenho de seus negócios, além das pessoas que sonham em abrir a sua empresa.
Sendo assim, nossas atividades serão realizadas com base nos conhecimentos, práticas e informações necessárias para guiar sua empresa na direção certa.

Oferecemos, portanto, duas maneiras de participação no evento:

Mini-Consultoria: ajude sua empresa a identificar fatores críticos de sucesso e a direcioná-la rumo à solução de seus problemas administrativos – Estratégia, Marketing, Finanças, Recursos Humanos e Estrutura Organizacional. As sessões serão realizadas com os consultores da FEA júnior USP. Para conhecer um pouco mais sobre nossos serviços
Obs: as vagas para as mini-consultorias são limitadas.

Palestras e Cursos: confira o que um profissional renomado tem a dizer e participe dos cursos ministrados por professores renomados da Universidade de São Paulo.

Durante o evento, os participantes receberão material didático, um kit do participante,certificado de participação e concorrerão ao sorteio de brindes e prêmios ao final do evento.

Local: o evento acontecerá nas dependências da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo – FEA USP

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

REE Brasil

Colegas Professores e interessados em Educação Empreendedora

Estou lhes escrevendo para divulgar a REE Brasil, considerada como um satélite da REE Latin America, e que será realizada de 13 a 15 de Outubro, em Águas de Lindóia, e que tem uma programação muito interessante. Estou colocando o link do evento a seguir:

http://www.reebrasil.org.br/

Destaques para algumas atividades como:

PALESTRA MAGNA: “Effectuation: elementos da competência empreendedora”
Saras Sarasvathy – Darden Business School – Universidade da Virgínia

Atividade prática para educadores: Ensinando a prática do "Effectuation" em sala de aula
Saras Sarasvathy – Darden Business School – Universidade da Virgínia

Palestra especial: "Promovendo o empreendedorismo como uma opção de carreira: o caso de Stanford"
Theresa Stevens – Stanford Technology Ventures Program (STVP)

PREÇO: BEM BARATO, pois com tudo incluído, desde hospedagem no Grande Hotel em Àguas de São Pedro, SP, que é hotel Escola do Senac, mais refeições, e evento, está a R$ 450,00 em apto duplo, e R$ 550,00 individual até 30 de agosto.
Ser empreendedor...

Está em andamento o concurso "ser empreendedor", saiba mais em:
www.serempreendedor.com.br

Você que faz parte do mailing da Rede USP de Novos Negócios está convidado a participar do 7º Ser Empreendedor!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

convite


Livro Educação Empreendedora

Caros Professores e professoras:
É com orgulho e prazer que os convido para os lançamentos oficiais dos livros Educação Empreendedora, organizado por mim, e para o livro Conexões Empreendedoras escrito por Renato Fonseca de Andrade, do Sebrae SP, que ocorrerão no dia 17 de agosto próximo, a partir das 19:30 horas, no estande do Sebrae, na Bienal do Livro, que ocorre no Anhembi.
Segue anexado o convite, e também a introdução do mesmo, descrevendo o seu conteúdo e colaboradores.
Abraços
Rose Mary A. Lopes
Introdução do Livro:

INTRODUÇÃO
Nas duas últimas décadas, os assuntos Empreendedorismo e Empreendedores avançançaram muito em termos de visibilidade e importância. Entretanto, parece que a temática Educação Empreendedora (EE) ainda carece de uma discussão mais sólida e embasada, que ajude em seu amadurecimento e norteamento, estimulando sua disseminação de forma mais profissional e eficaz. Assim, um grupo de professores, profissionais e pesquisadores envolvidos com a EE, percebeu que, a partir de seu conhecimento e experiências, poderia contribuir para esse aprofundamento e amadurecimento, oferecendo uma plataforma com diversos enfoques e perspectivas.

Apresenta-se, neste livro, um panorama mais abrangente e fundamentado sobre o tema, adicionando casos concretos de aplicação da EE, que pudessem servir de exemplos, e de incentivo para outros professores e interessados.
Nesta obra o leitor encontra, logo no primeiro capítulo – EDUCAÇÃO... EMPREENDEDORA? - escrito por Carlos Amorim Lavieri, professor do Instituto Presbiteriano Mackenzie, uma discussão a respeito da Educação Empreendedora (EE), a partir do enfoque da Educação, em que procura abordar questões centrais e remover preconceitos, e situar como surgiu a EE, por que educar para o empreendedorismo, e preparar o leitor para a sequência dos próximos capítulos.
A seguir, o segundo capítulo – REFERENCIAIS PARA A EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA – escrito por Rose Mary Almeida Lopes, professora da ESPM-SP e FAAP, além de enfatizar a importância da EE para o desenvolvimento econômico e cidadania, aborda definições, níveis de EE, se realmente seria possível educar alguém para o empreendedorismo, e quais os benefícios e resultados da EE. Apresenta padrões
e melhores exemplos quer da União Européia, quanto dos EUA, bem como recomendações, sobretudo para a EE no nível de educação superior. Mostra, ainda, como é a classificação utilizada nas Universidades americanas para avaliar o grau de inserção da EE.

O terceiro capítulo - EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA NO ENSINO FUNDAMENTAL: O CASO DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – foi escrito por Rose Mary Almeida Lopes (já apresentada) e por Maria América de Almeida Teixeira, atual Assessora para Assuntos em Educação, na FUNDHAS (Fundação Hélio Augusto de Souza) e ex- Secretária Municipal de Educação (SME), em São José dos Campos/SP - 2001-2008. Ambas analisam e mostram a situação da EE de I Grau em outros países, bem como o que se recomenda abordar neste nível de educação.
Referem-se ao quadro teórico que influenciou o desenvolvimento e a implementação da EE na Educação Municipal de I Grau em São José dos Campos. Este caso de sucesso demonstra como, através da articulação de diversos programas, pedagogia e metodologias, competições oriundas ou não no Brasil, usados isoladamente, ou em conjunto, pode-se envolver professores e estudantes, com resultados muito interessantes. Os recursos apresentados são: Profissional do Futuro, Feira do Jovem Empreendedor Joseense, Aprendiz de Turismo, Primeiros Passos – Sebrae, Miniempresas do Junior Achievement Brasil, Pedagogia Empreendedora e o Centro de Educação Empreendedora (Cedemp).

No capítulo 4 - EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS - as professoras e pesquisadoras Zila Grazziotin (UNIFIEO) e a Dra. Maria José Guerra (diversas IES e Pesquisadora da FFLCH/USP) desenvolvem uma análise histórica, sócio-antropológica abordando os desafios da educação para o século XXI, particularmente a necessidade de uma formação empreendedora para o estudante brasileiro. Destacam os aspectos da cultura que devem ser enfrentados pelas IES brasileiras para dar conta de assumir este desafio. A seguir, apresentam os pontos mais relevantes da pesquisa sobre EE em IES, realizada através de meios eletrônicos, que auxiliou na reflexão e na ampliação do debate sobre a inserção do ensino do empreendedorismo nos cursos de graduação, no Brasil. Enfatizam, ainda, questões importantes como a necessidade de interdisciplinaridade oposta ao quadro atual das disciplinas isoladas.
Segue-se, no capítulo 5 - UNIVERSIDADE EMPREENDEDORA: CONCEITO EM EVOLUÇÃO, UNIVERSIDADE EM TRANSFORMAÇÃO – de autoria da professora da UFRJ, e analista de projetos da FINEP, Lucia Radler dos Guaranys, uma discussão sobre a origem, conceitos, parâmetros e critérios do que seja uma Universidade Empreendedora, conceito este ainda em evolução. Apresenta o estudo de caso da PUC-Rio, e sua transformação em direção à Universidade Empreendedora.
Também na mesma linha de Universidade Empreendedora, o capítulo 6 – UNIFEI – UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ: UMA UNIVERSIDADE EMPREENDEDORA, redigido pelo professor Fábio Fowler (UNIFEI), aborda a experiência de mais de 13 anos em EE desta Universidade, desde os passos iniciais do Projeto Escola de Empreendedores, que culminou com a criação do Centro de Empreendedorismo GEFEI (Gestão Empresarial, Formação Empreendedora e Intraempreendedora).

Apresenta uma proposta de modelo para desenvolvimento, implementação e análise de Programas de Desenvolvimento de Empreendedorismo - PDEs, que é base de criação de todos os programas do centro. Como evidências do sucesso concreto do modelo, são detalhadas a aplicação e os resultados correntes de dois programas lançados pelo Centro GEFEI. Finaliza listando as recentes iniciativas e projetos futuros em EE da Universidade.

Ainda enfocando a EE no ensino superior, apresenta-se o capítulo 7 - ESTRATÉGIAS PARA MPLEMENTAÇÃO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA (PEE) EM NSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR (IES), A PARTIR DA ANÁLISE DE TRAÇOS DA ULTURA ORGANIZACIONAL. Foi redigido por Emerson Vieira (Sebrae-SP), Renato Fonseca e Andrade (Sebrae-SP), e Ana Lúcia Vitale Torkomian (UFSCAR) com o intuito de apresentar lementos para considerar a cultura organizacional na implementação de PEE em IES. Para sto abordam o tema Cultura organizacional, seus conceitos, barreiras e facilitadores relativos à PEE em IES e apresentam um exemplo de estratégia para implementação de PEE. Apresentam também as tipologias de PEE e um método de “leitura” da cultura organizacional.

Uma preocupação dos professores de EE centra-se na pedagogia e nas técnicas da EE. No capítulo 8, Marco Aurélio Bedê, professor e consultor de empresas e organizações, e ex-Sebrae SP, apresenta - UMA AVALIAÇÃO SOBRE O USO DE TÉCNICAS LÚDICAS NO ENSINO DO EMPREENDEDORISMO – também no ensino superior. Baseia-se na experiência com turma de terceiro ano do curso de ciências econômicas de uma Universidade na cidade de São Paulo.
Mostra como estruturou a disciplina em dois blocos, abordando o comportamento empreendedor e o plano de negócios, e também como os próprios alunos avaliaram individualmente a sua evolução do perfil empreendedor, comparando os resultados do início e do final do curso. Assim, procurou detetar como o curso impactou tanto no aspecto do comportamento, quanto na capacidade de elaboração do plano e na futura intenção de empreender.
Um dos recursos mais frequentemente associados à EE é o plano de negócios. Muitos cursos e programas enfatizam o seu ensino, e como que priorizam, e até usamno quase como sinônimo de EE. Este tema é abordado no capítulo 9 - O USO DAS COMPETIÇÕES DE PLANOS DE NEGÓCIOS COMO FERRAMENTA DE ENSINO DE EMPREENDEDORISMO – de autoria do professor Tales Andreassi, da FGV-EAESP, e Rene José Rodrigues Fernandes, que dirige importantes competições de planos de negócios promovidas pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV – GVCenn, Centro em que ambos atuam. Este capítulo objetiva fazer um panorama geral das competições, mostrando a ligação com o uso de planos de negócios, a evolução histórica, as justificativas para sua existência, as formas de organização, os casos de sucesso, as críticas e outras implicações. Terminam discutindo como esta ferramenta se relaciona ao uso do modelo effectuation no ensino do empreendedorismo.
Por fim, apresenta-se a contribuição de Ronald Jean Degen, que foi o pioneiro na introdução de cursos de empreendedorismo no Brasil, em 1980 em São Paulo, e responsável pelo primeiro livro didático em português sobre este assunto.
O capítulo 10
- CURSO DE EMPREENDEDORISMO PARA PROMOVER O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A REDUÇÃO DA POBREZA - apresenta sua proposta e sua reflexão sobre o duplo papel a ser exercido pelas escolas técnicas e instituições de ensino superior como fomentadoras tanto de empreendedores por oportunidade, como por necessidade. No caso do empreendedorismo por oportunidade, advoga que se deva investir nos alunos mais maduros, aqueles que, após agregar certa experiência profissional, regressam à Faculdade e Universidade para uma inflexão nesta carreira, particularmente, ao se definirem como interessados em empreender.
Propõe que sejam envolvidos dentro de um determinado formato de programa, que articularia módulos presenciais com módulos virtuais – períodos de orientação e acompanhamento virtual, em que seriam auxiliados a elaborar e maturar planos de negócios mais maduros e consistentes, com maiores chances de vingar e ter sucesso. Por outro lado, as escolas técnicas e as universidades deveriam exercer o papel de “agentes socializantes” ao motivar e apoiar os seus alunos a promover a inclusão social através do empreendedorismo por necessidade. Para isso, é preciso analisar os bolsões de pobreza extrema, encontrar formas de neles promover o empreendedorismo, transformar a necessidade em oportunidade, e, assim, tirar definitivamente as pessoas da pobreza.
Espera-se que, de fato, esta obra coletiva venha a cooperar para a disseminação da Educação Empreendedora no Brasil, tornando-a mais profissional e eficaz. E, que, ao provocar resultados, venha a fazer com que muitos adotem esta opção de serem pró-ativos e protagonistas de suas vidas, cooperando para a sobrevivência, sustentabilidade, realização e vida de outras pessoas, e, fazendo todos, um país melhor.