quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

MIT G-Lab empreendedorismo

Agência FAPESP – Representantes do MIT Sloan School of Management, escola de negócios do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, vão apresentar, no dia 24 de janeiro, em Campinas, a dinâmica de trabalho de seu laboratório de empreendedorismo, o G-Lab.

Trata-se do evento "MIT G-Lab: a experiência global em empreendedorismo do MIT e as empresas brasileiras", onde alunos do curso de MBA do instituto vão explicar como funcionam os processos e a metodologia de trabalho do G-Lab, com foco nas atividades da DigitalAssets, empresa selecionada para o atual ciclo de consultorias.
O evento será realizado em inglês, sem tradução simultânea. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas (Inova Unicamp).
Centro de Convenções da Unicamp – Salão II Rua Elis Regina Cidade Universitária "Zeferino Vaz"
Barão Geraldo - Campinas - SP15:30 às 15:45 – Abertura com Ricardo Normand. Associado da Jardim Botânico e responsável pela análise e gestão de projetos do Fundo Novarum.
Conteúdo: Histórico dos projetos do MIT, a importância do G-Labs para as empresas.
15:45 às 16:45 – Apresentação do programa "G-Lab" com Gabriel Quezada, Vikas Khandelwal, Michael Kolman e Glenn Wilson, alunos do programa de MBA do Mit Sloan School Of Management.
Conteúdo: Estrutura do curso, formas de apoio, e depoimento sobre a contribuição desse programa para a formação profissional dos alunos de MBA
16:45 às 17:00 – Kleber Bacili. Diretor de tecnologia da DigitalAssets. Co-fundador da DigitalAssets e responsável pela operação da empresa.
Conteúdo: Importância do programa para as estratégias da DigitalAssets e resultado obtidos com o programa.
17:00 - Debate com participação da platéia
Moderador: Roberto Lotufo, Diretor Executivo da Agência de Inovação Inova Unicamp
17:30 Encerramento

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Esquerda e Direita.

Após um debate acalorado com amigos, alguns da típica elite esquerdista, e outros da elite de direita, caiu a ficha... elas pouco diferem.
O discurso da esquerda brasileira é a seguinte:
O pobre, coitado, não recebeu educação adequada e é um explorado dentro do jogo capitalista. Por isso não se deve dar dinheiro ao pobre, que continuará sendo explorado, e vai gastá-lo sem consciência. Como ele está em péssimas condições, é função do estado suprí-lo com uma série de serviços, que ele precisa pois não tem condições de obter de outra forma: Escola, Hospital, vale transporte, etc... Esses serviços deveriam ser bem oferecidos pelo estado, mas infelizmente os administradores destes orgãos são todos uns corruptos incompetentes, e assim o Brasil continuará no terceiro mundo por anos, até que pessoas de bom coração tomem o poder, coisa impossível com essa elite que temos ai... Garçom, outra cerveja...
A visão da direita é a seguinte:
O pobre, safado, é um vagabundo por natureza, e como não recebeu educação, vai ficar nessa. Se ele recebe dinheiro do estado, vai gastar em pinga... Veja só o bolsa esmola, o cara que recebe isso, não precisa mais trabalhar e como se sabe, "o trabalho enobrece o homem". Assim, o certo é deixá-lo o mais longe possível do dinheiro do governo. O estado, por outro lado, se bem gerido poderia resolver esses problemas, oferecendo uma educação de qualidade em longo prazo, e segurança (cadeia) no curto. O problema é essa corja de petistas e funcionários públicos que estão no poder. Se uma reforma administrativa for bem feita, teremos um país de primeiro mundo. Garçom, outra cerveja...
A minha visão é a seguinte:
O estado é pouco eficiênte como prestador de serviços pelo seu tamanho e características. (direita) Por outro lado, o jogo está muito desequilibrado no Brasil, e nosso capitalismo é uma farsa (esquerda). No entanto acredito que somente com o esforço individual e o despertar da capacidade empreendedora de cada um esse país vai longe. Isso implica em deixar com cada pessoa a responsabilidade pelo futuro do país, mas também pelo próprio futuro. Desta forma, essa visão que vê as classes mais baixas como "o malandro zé carioca", ou como "o ingênuo Zeca Tatu", ignora a capacidade destas pessoas de empreenderem e serem afinal solução e não problema. Implica em acabar com um estado que coleta 40% do PIB e devolve serviços (ruins). Vamos deixar claro, que acredito em distribuição de renda, e não de serviços. Quer acredito que cada um deva receber DINHEIRO do estado, e deva gastar como bem entender. Se a dona Maria gastar tudo que recebe do estado em pinga, e não sobrar dinheiro para pagar o plano de saúde, problema da D. Maria, que terá que trabalhar se precisar de mais $. Por outro lado, garanto que TODOS os serviços serão melhores, pois, por exemplo as escolas, estarão concorrendo (como num capitalismo de verdade) entre si pelos milhares de alunos com grana para pagar escola neste país.
Alguns poderiam argumentar que se isso fosse verdade, as faculdades privadas seriam melhores que as públicas... e só posso acrescentar o seguinte: Elas são! O problema está na qualidade do aluno das faculdades privadas, formados no ensino público em comparação com os alunos das faculdades públicas, formadas no ensino particular! Se todos os alunos têm uma base fraca, a faculdade tem que dar aulas fracas, e forma pessoas fracas.
Vamos deixar de ser paternalistas e por fé na capacidade de cada um, por favor! Por um país mais empreendedor.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Quadrinho sobre empreendedor.


Encontrei essa tirinha, acredito que ela resuma a situação do empreendedorismo coorporativo, com maestria.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Atitude Empreendedora e Empreendedorismo Corporativo.

Estive outro dia, a convite da Angela Lucas, ministrando uma aula na Pós do Mackenzie sobre empreendedorismo coorporativo. As perguntas que surgiram, tornam patente uma situação "peculiar" do universo empresarial. Diversas empresas querem na sua equipe "empreendedores corporativos"... No entanto, assim que um membro da equipe questiona os procedimentos, ou age "por conta própria", é repreendido, e se sua ousadia resulta em erro ou prejuízo, muitas vezes é punido ou desligado. Esclareço aos gestores, que o empreendedor é muito importante na estrutura, exatamente porque inova, e corre riscos. Correr riscos implica em acertos, mas também em erros... e se uma estrutura é montada para punir os erros decorrentes das tentativas de fazer diferente, então essa estrutura não estimula o empreendedorismo corporativo e a inovação. Por outro lado, também sei que isso não quer dizer que erros não devam ser discutidos e punidos... Isso quer dizer apenas que devemos aprender a diferenciar uma tentativa que deu errado, um projeto que fracassou, uma idéia que não foi adiante, de uma falha por desatenção ou relapso com os procedimentos já estabelecidos. Dois exemplos bem simples:
Imagine que sou o responsável por adquirir sistemas operacionais na empresa onde trabalho. Normalmente compramos Windons. Ora, pensei que a empresa pode economizar uns cobres se eu comprar Linux, mas pouco sei sobre o assunto. Se faço a compra, e funciona, deveria ser premiado pela minha boa idéia... mas o que ocorre se não funciona (por exemplo, é incompatível com o SAP da empresa, ou os usuários não gostam do sistema)? Neste caso, primeiro deve-se verificar como foi a compra. O "empreendedor corporativo" pesquisou em outros lugares que usam Linux? Conversou primeiro para saber outras opiniões? Seguiu os procedimentos padrões da empresa para troca de fornecedor? Fez um teste antes de comprar milhares de micros?
Se ele fez tudo isso, não há razão para repreendê-lo, mas sim para tentar aprender com o erro.
Já um funcionário, que todo dia deve inserir os faturamentos numa tabela, e não faz isso corretamente, deve sim ser repreendido, afinal, isso é ser relapso, e não empreendedor.